Das loucuras,sonhos,vicios e outras possibilidades. (Re)visitando minha mente em 365 dias.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Dia 54: Balzaquiana...hein???
Meu travesseiro balzaquiano me motivou a ler o livro que deu origem ao famoso termo "mulher balzaquiana",supostamente utilizado pra denominar as mulheres de trinta anos. Acabei o livro hoje e a minha primeira reacao foi: -"hein"????
A CDF incuravel foi procurar resenhas na internet que fizessem uma analise do livro. Minha opiniao, mesmo apos as resenhas lidas: o livro e um romance urbano da epoca realista, tragico, depressivo e por vezes irritante. A historia conta a vida de Julie, desde sua juventude ate a velhice.
Obviamente, e preciso adequar os valores morais e sexuais a epoca literaria. Porem, apesar da complexidade emocional da personagem, suas escolhas -ou falta de- sao frustrantes ao leitor. Uma depressiva incuravel que pune a si e a sua familia por ter casado, sem a aprovacao do pai, com um homem que nao a fez feliz e/ou satisfeita.
Existem narrativas interessantes e astutas. Mas, se o lance fosse mesmo a insatisfacao sexual, aos trinta Julie floreceria...afinal, a passiva-depressiva supostamente conheceu os prazeres do sexo. Pelo contrario, a tragedia parece enobrecer o romance aos olhos do autor...
Nao concordo que Julie - ou o romance "mulheres de trinta" - tem forca pra denominar uma geracao feminina. Nem em 1830, muito menos agora. Por favor! Que vontade se sacudir essa Julie! Mesmo que seu casamento fosse uma m... e ela nunca tivesse experimentado os prazeres de um orgasmo, uma faceta da vida nao determina todo o agir e sentir de uma mulher.
E nao me chamem de frigida, recatada ou recalcada por diminuir a importancia das agruras dos vinte anos de Julie. Se os trinta e seu suposto amante fossem a solucao, nao teria a vida sem sentido que ela mesmo lhe impos. Sexo e bom e eu gosto! Mas nao me venha dizer que se o marido tivesse tido habilidade pra despertar a mocinha a vida dela seria outra.
E, novamente, a narrativa social, economica e a descricao da sociedade parisiense da epoca foram os aspectos mais interessantes pra mim.
O livro nao e, em sua essencia, ruim. Entendo porque Balzac representa esta epoca literaria. O que nao engoli foi a associacao do termo "balzaquiana" com "mulheres de trinta". Porque a complexidade da vida aos trinta nao e descrita em profundidade.
Talvez o Balzac e que fosse o frustrado sexual. Ou aquele que nao teve a habilidade de satisfazer a mulher. Licencas poeticas da blogueira.
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