quinta-feira, 28 de março de 2013

Dia 04: os pesos culturais

Hoje vi um desenho em um post do meu facebook que nao posso deixar de comentar. A frase "Estetica tambem e saude" acompanhava o desenho. O dito cujo mostrava uma mulher gorda, com seios e barriga caidos, dobras nas coxas. De uma insicao abdominal saia a versao "melhorada" desta mesma mulher, obviamente magra e "com tudo no lugar". "Sai desse corpo que nao te pertence", dizia a frase abaixo do desenho. A mulher magra, acorrentada em um corpo que nao lhe atribuia valor, sai agora livre e feliz. Sou vaidosa, nao nego. Gosto de cuidar de mim e aprecio um elogio de vez em quando. Tambem faco parte dessa sociedade consumidora de beleza. Porem, atributos fisicos se tornaram a base de uma sociedade falida. De valores, de moral, de uma concepcao adequada de felicidade. Em algum momento da historia da humanidade, as gordinhas foram segregadas e condenadas a "infelicidade". Sairam dos quadros de pintores famosos, deixaram de representar uma imagem sexual atrativa. E esse movimento e cultural, nao esquecamos disso. Saude muito pouco tem a ver com aparencia. Conheco pessoas magerrimas com colesterol nas alturas e pessoas com sobrepeso com exames bioquimicos em niveis normais, por exemplo. A frase "estetica tambem e saude" quer curar (ou criar) doentes emocionais. Como disse, faco parte de tudo isso. Nao tenho a intencao de criticar os outros com um grande cisco no meu olho. Mas esse movimento da o que pensar. Se eu tivesse nascido ha seculos atras, estaria sendo alimentada com banha de porco pra libertar minha sexualidade aprisionada.

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